Quinta-feira, Agosto 14, 2008

Rotunda or not Rotunda?!?!?!?!


Linda Rotunda, ou será que ainda não é?!?!?!?!

Os moradores desta zona sabem que ainda não é uma rotunda, mas há alguns condutores, os mais repeitadores do código da estrada que, pelo sim pelo não, fazem dela uma rotunda!!!!

Por isso, é preciso ter cuidado, pois NÃO É UMA ROTUNDA!!!

Já não é o primeiro que se "mete" à estrada a pensar que tem prioridade, pois apresenta-se pela direita, e as travagens e buzinadelas pairam logo pelo ar!!!!!!

Já agora decidam-se sobre se se faz ou não a dita "ROTUNDA"!!!!!!!

Chamo também a atenção para a imagem...
... nela se pode ver cabos eléctricos (extensões eléctricas) que ligam os blocos entre si, para que os moradores possam ter electricidade nas escadas e garagens(condomínio)!!!

Também se pode reparar que os jardins estão bem "verdinhos"...

para quem deu o nome a esta urbanização de "Jardins de Santa Joana" fica os meus parabéns!!!

É que de jardim a única coisa que tem em comum é a cor verde!!!!!

Portugal é um país maravilhoso, todos fazem o que querem e ainda sobra tempo...

quer dizer, neste caso sobra o tempo...
... nem tudo ainda foi feito!!!
Nem rotunda, nem jardim(condomíno)!!!!

Já agora uma última nota:
A urbanização fica localizada na Avenida que liga o quartel (novo) da P.S.P. à rua do Viso, Stª Joana.
Esta Avenida tem o nome de:
"Avenida Santa Joana"

Agora pergunto qual o nome que vão dar à nova avenida que liga a rotunda do "rato", como carinhosamente dão a esa rotunda, ao largo da igreja de Santa Joana?!?!?!
Pelo que eu leio no jornal, sobre essa mesma avenida, já está baptizada de Av. Stª Joana!

será que as duas avenidas são a mesma?!?!?!
Parece-me que sim!
Se não for a mesma, mais uma coisita para os moradores da urbanização "Jardins de Santa Joana" fazerem, trocar as moradas das cartas de condução, e todos os registos que já estão feitos e tem de ser refeitos!!!!

Para um país como o nosso, que nos sobra tempo para fazer o que se quer e ainda sobra tempo, não podemos reclamar!!!

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Jorge Palma...

Depois de grande ausência...

nem sei ao certo, só sei que comecei este blogue quando comecei o 10º ano à noite e depois tive de parar, pois trabalhar e estudar deixa pouco tempo para blogues hihihi

mas para voltar tinha de ser um tema a um nível elevado e como tal nada melhor que o Jorge!!!!

Como o Vinho Porto, o Jorge cada vez está melhor com o passar do tempo...
... será uma brincadeira compará-lo ao Vinho do Porto, pois o vinho com os anos fica mais paladoso, "mais melhor bom"...
... o Jorge está cada vez "mais melhor bom", refinado e com um gosto pela música cada vez mais forte, pelo menos é essa a ideia com que eu fico das músicas dele!

Que se diga de passagem, que eu com a idade também vou tendo os meus gostos refinados, pela música é claro, daí ouvir de maneira diferente os temas dele!!!

Reparem bem no vídeo!!!!

quem conseguiria colocar tanta gente ilustre num só vídeo?!?!?!?!
Jorge Palma!!!

alguns:
-Jorge Palma
-Rui Reininho
-Tim
-Ana Bola
-Rui Veloso
-João Pedro Pais
-Daweasel
-Janita salomé
-Sérgio Godinho
...............



Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo,
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo,
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim…

Domingo, Agosto 27, 2006

Beira-mar.

A minha equipa empatou!
1 pontinho que pode muito bem ajudar à sua manutenção na 1ª liga (betadine).
Boa sorte Beira-Mar!!!
melhores dias virão nete lindo e magnífico estádio!!!

Segunda-feira, Abril 24, 2006

BEIRA-MAR!!!

Beirar-Mar, Beira-Mar, Beira-Mar!
Aí está o nosso beira na montra do nosso futebol nacional, a liga betadine (como diz o Dr. Pôncio).
Conseguiu este fim de semana carimbar o passaporte para alegria de nós, aveirenses e não só!!!!!
PARABÉNS BEIRA-MAR!!!

É o kakaka!!!

Que rico país o nosso com três classes sociais;
os Kalifas, os Kalões e os Kalombam....
claro está que todos devem pensar que eu sou um califa, ou um calão.... engano, além de ser Trabalhador-Estuadante, pertenço aos KALOMBAM, às vezes passo por Kalão, se pudesse seria Kalifa!!!!!!!!!!!!!!!
Será que os nossos adorados também são dos KALOMBAM????
Estou certo que existem muitos dos Kalombam.
Se por acaso muitos forem dos Kalombam, também é certo que os restantes serão Kalifas ou Kalões....
Caso ainda não tenham reparado, eles são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS altamente renumerados(em relação aos demais funcionários).

P.S.
Eles merecem, pois são eles que nos governam e sem eles estaríamos à deriva.
só nos restaria uma opção para não ficarmos à deriva, contratar os gestores públicos
(ATENÇÃO: HÁ BONS GESTORES, BONS FUNCIONÁRIO PÚBLICOS, BONS PATRÕES, enfim há bons em todas as profissões, excepto a arbitragem, caso fossem bons, estariam a arbitar os sindicatos vs governantes).

Sábado, Outubro 15, 2005

Se te queres

Se te queres matar, porque não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo polícromo do nosso
dinamismo sem fim?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...

Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste;
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...


Álvaro de Campos